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Gestão de projetos x Gestão de operações: onde termina um e começa o outro?

Vitória Arruda
Feb 2, 2026

É comum essa confusão entre gestão de projetos e gestão de operações, mas isso gera impactos diretos na produtividade, no time e na gestão por completo.

Entender claramente onde termina um projeto e onde começa a operação não é apenas um conceito teórico, é um fator crítico de maturidade organizacional.

O que é gestão de projetos?

A gestão de projetos trata de iniciativas temporárias, com início, meio e fim definidos, criadas para entregar um resultado específicos como:

  • Implantação de sistemas
  • Desenvolvimento de soluções
  • Entregas personalizadas para clientes
  • Iniciativas estratégicas internas.

Um projeto possui:

  • Escopo definido
  • Prazo estabelecido
  • Orçamento estimado
  • Recursos alocados por período
  • Objetivos claros de entrega e valor.

A gestão de projetos existe para planejar, executar, monitorar e controlar essas variáveis, garantindo previsibilidade e controle sobre custos, esforço e resultados.

O que é gestão de operações?

Já a gestão de operações lida com atividades contínuas, recorrentes e previsíveis, que mantêm o negócio funcionando no dia a dia.

Exemplos comuns de operações:

  • Suporte ao cliente
  • Sustentação de sistemas
  • Contratos recorrentes (AMS, outsourcing, suporte mensal)
  • Processos internos administrativos e financeiros.

Diferente dos projetos, as operações:

  • Não têm data de término
  • Possuem fluxo contínuo de atividades
  • Demandam eficiência, padronização e estabilidade
  • São medidas por produtividade, SLA e custo operacional.

O foco da gestão de operações é eficiência e repetibilidade, não customização.

Onde nasce o problema: quando tudo vira projeto (ou operação)

O problema surge quando empresas:

  • Tratam operações como se fossem projetos
  • Ou gerenciam projetos como se fossem operações.

Quando operações são tratadas como projetos, surgem:

  • Planejamentos desnecessários
  • Sobrecarga de gestão
  • Falta de visão real de capacidade.

Quando projetos são tratados como operações, aparecem:

  • Escopos mal definidos
  • Falta de controle de custo por entrega
  • Projetos “eternos”, sem fim claro
  • Margens comprometidas.

Essa mistura dificulta a leitura real do negócio e impede que líderes saibam:

  • Quais projetos dão lucro
  • Quais clientes consomem mais recursos
  • Onde o time está sobrecarregado.

Projetos e operações podem coexistir (e se conectarem)

Em uma gestão mais maduras não há escolha entre projetos ou operações , há gestão de ambos de forma integrada.

O que isso significa na prática?

  • Projetos têm gestão própria, com controle de escopo, prazo, horas e custos
  • Operações têm gestão contínua, com foco em eficiência e previsibilidade
  • Pessoas transitam entre projetos e operações com visibilidade clara de alocação
  • Dados financeiros e operacionais estão conectados

Essa integração permite responder perguntas estratégicas como:

  • Nossa operação subsidia projetos deficitários?
  • Estamos precificando corretamente novos projetos?
  • Qual é a capacidade real do time para assumir novos contratos?

Conclusão:

Saber onde termina a gestão de projetos e onde começa a gestão de operações é um dos primeiros sinais de maturidade organizacional.

Gestão eficiente não significa fazer mais projetos, mas gerenciar melhor projetos e operações, cada um no seu papel, conectados por dados confiáveis.

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Vitória Arruda
Equipe PSOffice